VIDEO: PRESO DO 8 DE JANEIRO É LEVADO ALGEMADO AO VELÓRIO DA AVÓ POR POLICIAIS

 


Lucas Brasileiro, detido por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a comparecer ao velório de sua avó, Joanice Jorge da Costa, em Formosa (GO), na terça-feira (26/8). Apesar da autorização, sua presença no evento ocorreu sob intensa escolta policial, gerando indignação e repercussão nas redes sociais.


A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) inicialmente alegou “falta de contingente” para realizar o deslocamento de aproximadamente 120 km da penitenciária até o cemitério. Em ofício, o secretário Wenderson Souza e Teles destacou que a escolta exigia condições adequadas de segurança.


Diante da negativa, o pai de Lucas, Evandro Brasileiro, gravou um vídeo no velório mostrando a autorização judicial e manifestando indignação: “Estou aqui no velório da minha sogra, avó do Lucas, que não teve mais os dias da vida dela com ele. Nem isso o Estado respeitou”, afirmou. A repercussão levou a Seape-DF a revisar a decisão.


Após a revisão, Lucas foi escoltado por cerca de 35 policiais militares armados com fuzis, conduzido algemado e isolado da família. Ele não pôde abraçar a mãe, em uma cena que provocou comoção e críticas por parte de internautas, muitos classificando a situação como desumana.


Lucas foi preso inicialmente em janeiro de 2023, após os atos antidemocráticos na Esplanada dos Ministérios, e novamente em junho de 2024, na Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, sob alegação de “fundado receio de fuga”. Ele possui condenação de 12 anos e seis meses por crimes como tentativa de abolição violenta do estado democrático, golpe de estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.


O episódio reacende o debate sobre o tratamento de detentos de alta repercussão. Especialistas destacam que, embora medidas de segurança sejam essenciais, é preciso preservar a dignidade humana e os direitos emocionais, principalmente em momentos de luto familiar. A situação evidencia a tensão entre protocolos de segurança e sensibilidade emocional, mostrando os efeitos psicológicos que restrições extremas podem ter sobre os familiares.


A imagem de Lucas algemado e isolado durante o velório tornou-se um símbolo da abordagem rigorosa do sistema prisional, suscitando discussões sobre políticas penitenciárias e direitos humanos no Brasil. O caso permanece em destaque, e os vídeos que circulam nas redes continuam alimentando debates sobre os limites da segurança e a importância do respeito à dignidade e à empatia, mesmo em contextos complexos como o transporte de presos de alta periculosidade.


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