VÍDEO: TUBULAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA ROMPE NO RJ E ASSUSTA MORADORES

 




Moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, enfrentaram uma noite de tensão na sexta-feira, 6 de fevereiro, após o rompimento de uma tubulação da Estação de Tratamento de Água do Guandu. O vazamento causou alagamentos nas imediações da unidade e forçou a retirada de famílias de suas residências. O episódio aconteceu durante o processo de retomada do sistema, um dia depois de a estrutura ter passado por intervenções emergenciais.

Segundo a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, o primeiro problema foi identificado na quinta-feira, 5 de fevereiro, enquanto eram realizadas obras dentro da estação. Técnicos foram acionados para conter o vazamento, e o reparo inicial foi concluído na tarde do dia seguinte. No entanto, quando o sistema começou a ser religado, o aumento da pressão interna acabou provocando um novo rompimento em outro trecho da tubulação.

Esse segundo vazamento foi registrado no fim da tarde de sexta-feira, por volta das 17h50. As equipes voltaram a atuar para solucionar o problema, mas, cerca de uma hora depois, um novo rompimento foi identificado, agravando ainda mais a situação. Diante do cenário, a ETA Guandu passou a operar com capacidade reduzida, e as concessionárias responsáveis pela distribuição de água nas regiões atendidas pelo sistema precisaram ser informadas sobre a instabilidade no abastecimento.

Os danos se estenderam para além da área técnica da estação e atingiram diretamente a população do entorno. Ao menos 18 casas foram invadidas pela água, além de 11 estabelecimentos comerciais, seis salas comerciais e um imóvel utilizado para atividades religiosas. Ruas ficaram alagadas e diversos bens foram danificados, o que levou à retirada preventiva de moradores por questões de segurança.

As famílias afetadas receberam atendimento emergencial, incluindo a distribuição de água potável e alimentação. Para aquelas que não puderam permanecer em suas residências, foi oferecida hospedagem temporária. A Defesa Civil acompanha o caso desde o início, monitorando a área atingida e prestando suporte às pessoas impactadas pelo vazamento.

A companhia informou que deu início ao cadastro dos moradores e comerciantes prejudicados para mapear os danos causados pelo incidente. Um levantamento detalhado está sendo realizado com o objetivo de viabilizar o ressarcimento dos prejuízos. Veículos danificados já passaram por vistoria da seguradora contratada, e a expectativa é que as indenizações comecem a ser pagas a partir da próxima segunda-feira, 9 de fevereiro.

Enquanto isso, equipes técnicas seguem trabalhando para concluir o conserto definitivo da tubulação danificada. A previsão é que os reparos sejam finalizados até o fim do sábado, 7 de fevereiro. Após a conclusão dos trabalhos, a produção de água deverá ser retomada de forma gradual, justamente para evitar novas ocorrências provocadas por variações bruscas de pressão no sistema.

Em nota oficial, a Cedae pediu desculpas pelos transtornos causados à população e reforçou que está empenhada em restabelecer completamente o funcionamento do sistema no menor tempo possível. O episódio volta a chamar atenção para a fragilidade da infraestrutura de abastecimento de água e para os impactos que falhas desse tipo podem causar à rotina, à economia local e à segurança dos moradores da região.

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